
Regressei a Portugal... Como já era muito tarde eu fiquei a dormir em casa do RS. Até aí tudo bem, deixámos as malas no quarto e fomos dar uma volta, pois o sono não era muito. Fomos ao Morango (um bar) e depois voltámos para a casa dele. Tomei banho, vesti o pijama e fiquei deitada na cama à espera dele. Ele entrou no quarto, veio ter comigo deitei-me ao lado dele, ele abraçou-me, beijou-me e começamos - nos a despir um ao outro. Eu não respirava, mas quem se importava? Seria doce morrer assim. Sentindo o peso do seu corpo sobre o meu, finalmente perto, ao alcance de minhas mãos.
Ele levantou a cabeça rindo
-e voltamos para onde tudo começou... – disse ele, com os dedos acariciando o meu rosto
-nós não começamos assim, RS
-mas era exatamente assim que eu sempre quis ficar contigo
-então fica – sussurrei e ele abaixou a cabeça, e os seus lábios sobre os meus
Eu puxei -o ainda mais para perto de mim, como se precisasse impedir que ele se afastasse um centímetro que fosse.
Ele desceu a mão pela minha cintura, enquanto os lábios deslizavam pelo meu queixo, até minha garganta. Eu podia sentir a respiração quente na minha pele e suspirei, agarrando-me mais a ele.
-RS? - indaguei sem ar, ao sentir as mãos dele deslizando pelo meu corpo
-Tu realmente querias ficar comigo desde o dia em que cheguei aqui com o teu irmão?
Ele riu contra minha pele
-Eu quero ficar assim contigo desde a primeira vez que eu te vi – disse
E enquanto ele tirava as minhas roupas eu perguntei - me como é que eu podia ser tão idiota a ponto de ter dito não tantas vezes.
Acabámos por adormecer aninhados. De manhã quando acordei ele ainda estava a dormir. Os pais dele já estavam trabalhando e não estava ninguém em casa. Desci a escada apenas com a roupa mais intima: as cuecas e o soutien. O problema foi que (e depois do RS me ter jurado a pés juntos que estava no Algarve) o PP apareceu. Fiquei meio sem graça. Eu ali naqueles preparos... Convenhamos que ele também estava só em boxers, mas enfim... Ele foi - se chegando e eu tentei afastá-lo, mas ele agarrou - me e beijou - me. Sem querer soltei um gritinho e o RS apareceu...
Fiquei mesmo sem jeito, agarrei - me ao RS, que me abraçou, e disse ao PP para nunca mais se aproximar de mim. Fiquei triste, o beijo soube tão bem, mas ele não é o homem que eu quero para mim, pelo menos enquanto for imaturo.
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