
A capital de Inglaterra tem de ser descoberta passo a passo, com uma paciência de viajante com tempo.
O dia acorda com um sol radiante, reflectido nos telhados esbranquiçados pela neve que caiu na noite anterior. Londres é assim, ora neva ora faz sol. Através da janela, tiramos a primeira radiografia à cidade. Lá fora, apesar do visível frio, contrariado pelas camadas de roupa que agasalham os transeuntes, ninguém se faz rogado. Desde cedo que as gentes cirandam de um lado para o outro – ora em passo descontraído, ora ao ritmo da pedalada das bicicletas – em direcção ao emprego ou ao café para um chocolate quente.
O trânsito, esse, não é de todo intenso. Talvez ganhe mais movimento nas horas de ponta – se é que as podemos considerar como tal –, mas quase é difícil acreditar que estamos na cidade mais populosa da União Europeia... Fica no ar a suspeita de que a viatura particular de quatro rodas é o último recurso dos habitantes. Na verdade, o que parece ser o grande segredo de Londres é a forma como conjuga o cosmopolitismo de uma grande metrópole com uma atmosfera que se mantém tradicional (e quase rural).
O Rui e eu estávamos por nossa conta, na capital inglesa de mãos dada a "olhar o rio".
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